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domingo, 3 de junho de 2012

amor...


sinto cheiro de flores na sua pele
sinto tesão com o seu sorriso
perco o controle com o seu gemido
sorrio com o seu olhar
arrepio com o toque
arrepio com a lembrança

e quando, por acaso, acho seu olhar
travo e desgoverno 
- segmentation fault -

sou só instinto
quando te vejo selvagem
impulsiva, entregue, livre
puro amor, fluido amor

amor saindo de mim entrando nela
amor saindo dela entrando em mim
na dança cósmica, no yin yang invisível
no sim e no não, na luz e nas trevas,
o macho e a fêmea, a dualidade da vida

amor… tão único, tão difícil, tão paradoxal
tão poderoso e ao mesmo tempo frágil…

terça-feira, 8 de maio de 2012

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Amor...

Já amei tantas mulheres,
algumas por segundos,
algumas por anos,
mas nenhum amor
jamais durou.

Quanto sofrimento
até compreender que amar
não é possuir.
Até compreender que o amor
não é estático,
ele muda e se renova,
se refresca, se recria,
não fica estagnado,
feito poça d'agua fedorenta.

O amor não se esconde
em caixas de bombons e flores,
anéis ou festas.
Ele fica no fundo do olho,
daquele que você está amando.

Já amei tantas mulheres,
algumas por seus corpos perfeitos,
algumas por seus desejos,
invisíveis, mas sensíveis.
Algumas amei por suas aguçadas mentes
e outras por sua inabalável força de vontade.

Já amei até sem compreender,
num simples olhar...

Quanto sofrimento
até compreender que amar
não depende de parceiro,
não depende de objeto.

Hoje aprendi a amar
a existência
por ela me permitir sentir
não só o amor
não só o sofrimento
mas ela própria.
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